quinta-feira, 30 de abril de 2015

Lista de Leitura - Maio

Caros(as) Leitores e Leitoras,

Hoje venho aqui compartilhar com vocês quais serão meus livros de cabeceira em Maio. Mês passado, como foi a primeira vez que escolhi previamente os livros que leria e faria sua resenha, tive problemas com a indisponibilidade de tempo para alcançar esse objetivo, levando consideração a minha vida além-literatura. Mas, esse mês, pretendo me superar (ou tentar pelo menos), não que quatro livros sejam muito, mas é que vocês sabem, tem tempo que a vida não está fácil e o dia parece ter somente 12 ao invés de 24 horas. De qualquer forma, aqui estão as minhas quatro escolhas para maio:


Ah, talvez vocês estejam se perguntando sobre a presença de A Mais Pura Verdade ai, mas eu havia postado somente a resenha na categoria "O livro que estou lendo", de maneira que, somente este mês irei lê-lo integralmente. Até por que, foi cortesia da Novo Conceito e eu só recebi a pouco tempo. De todo modo, tenho boas expectativas desses quatro ai. :)

Vocês já leram algum desses? Em breve teremos resenha.

Com carinho, 

Natasha.

Sempre Foi Você - Carrie Elks

Estimados(as) Leitores e Leitoras,

A resenha de hoje muito alegra o meu coração. É sobre o livro Sempre Foi Você, cujo o título original é Fix You, da autora londrina, cientista política e alucinada por redes sociais: Carrie Elks. Ela escreve desde os 21 anos e eu ri demais na página de agradecimentos quando ela citou que o livro provava para a família que ela estava realmente escrevendo e não só gastando horas nas redes sociais, quando estava na frente do computador. Minha edição é de 2015, embora o livro tenha sido lançado em 2014. E ela é mais uma publicação linda da Editora Universo dos Livros, que fez um trabalho incrível com a edição, começando pela capa, que logo de cara ganhou o meu coração. O livro tem 312 mágicas páginas impressas no pólen soft, no tamanho 16x23. 

Sinopse: '“Richard, nós tivemos um bebê”.

Londres, 31 de dezembro de 1999. Aos 17 anos, a britânica Hanna Vincent conhece o americano Richard Larsen: um estudante rico, encantador e sedutor que vai virar seu mundo de ponta-cabeça. Um relacionamento entre eles é improvável, já que vivem em mundos completamente diferentes. Mas aos poucos uma grande amizade vai surgindo e leva os dois a uma relação explosiva, cheia de paixão, amor e aventura. 

Emocionante e comovente, Sempre Foi Você é uma genuína história de amor. Você daria uma segunda chance ao amor da sua vida?

Bom, para começo de tudo, eu não li essa sinopse! Então minha cabeça entrou em pane pensando nas mil possibilidades para essa história quando li a frase: "Richard, nós tivemos um bebê". Mas esse é um daqueles momentos que o autor quer nos matar do coração, sabe? Mas ai, a história é bem contada, ta?! Absolutamente nada fica de fora. 

Hanna Vincent e Richard Larsen se conheceram em uma festa de ano novo, em 1999. Mas, ele era o anfitrião, e ela, a garçonete. Naquela noite já foi possível descobrir uma afinidade enorme entre os dois, e uma química bem forte também. Os anos se passam e eles se encontram algumas vezes, como bons amigos. E sempre, o leitor é levado a uma atmosfera de desejo e sensualidade, pois, eles apesar de se desejarem desde sempre, decidiram manter a amizade como o único elo entre os dois. Hanna começa a namorar um editor do jornal da faculdade onde ela estuda, até que eles decidem morar juntos. E tudo está bem, apesar de seu namorado nutrir um ciúme mortal de Richard, pois eles continuam trocando objetos, cartas e e-mail. Até o dia em que Hanna chega em casa e pega o namorado com uma mulher, na cama. Hanna sai de Londres e vai a Nova York procurando seu melhor amigo em busca de conselho e consolo. Eles se rendem à paixão, e pela primeira vez, se tocam deixando de lado suas armaduras e revelando o que realmente sentem, e fazem amor. 

Mais algum tempo passa, eles namorando meio a distancia, já que Hanna reluta com todas as forças em se mudar para Nova York, apesar de ter nacionalidade dupla, já que o pai dela mora lá, ela não gosta da cidade e das pessoas excêntricas que nela moram. Richard por sua vez, dribla a mãe controladora e suas pretendentes ricas, escolhidas a dedo por ela, e faz o possível para viajar e encontrar Hanna em Londres. Até que a mãe de Hanna descobre que está com câncer de mama, e a relação deles dá um giro de 180°.

Os pais de Richard se tornam uma espécie de segunda família enquanto Hanna enfrentava junto com a mãe os altos e baixos do câncer. Mas no momento em que ela deveria ser mais forte, Hanna se rende e resolve que se isolar de tudo, até do amor de sua vida, poderia ajudá-la a superar todo o sofrimento que estava passando. E sem pensar duas vezes, ela toma uma decisão, que renderia muitos e muitos momentos de arrependimento posteriormente, e que, dificilmente, lhe daria uma segunda chance para ser feliz.



Ele aproximou-se até que seus corpos estivessem a centímetros de distância, e ela sentiu-se tensa com a proximidade. Um passinho para a frente e seus peitos se tocariam. Tudo o que ela teria que fazer era inclinar a cabeça e deixar que ele abaixasse a dele, até que seus lábios se encontrassem em um beijo explosivo. - Por que não? - a voz dele era tensa, e ela o viu fechar as mãos em punhos, como se estivesse tentando se impedir de tocá-la. [...] Os olhos dele buscavam os dela, e Hanna sentiu a necessidade de ser honesta, de se jogar na frente dele e admitir o que fizera. 
- Porque sempre foi você.
(pág. 148)

Encontrei esse livro em uma das minhas buscas na internet. Acredito que a maioria dos leitores é assim, mesmo que não vá comprar, mas sempre sai procurando livros interessantes para compor a sua Wish List. Era o que eu fazia. Me rendi às promessas que o título me dava juntamente com a capa, e nutri as maiores expectativas que poderia.

O livro é narrado em terceira pessoa, o que é super legal, já que nós podemos acompanhar em "tempo real" os sentimentos dos protagonistas. Outra informação importante é que o livro acontece de 1999 até 2021. Sim, não estou pirando! É isso mesmo. Um espaço de tempo muito grande queridos(as), mas foi bem trabalhado pela autora, que fez constantes links com eventos que realmente aconteceram, como é o caso do ataque terrorista às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001. Em nenhum momento senti desconforto com essas passagens de tempo, mesmo ela só mencionando poucos dias por cada ano, ela escreve divinamente bem. E eu não fiquei perdida em nenhum momento, ao contrário do que aconteceu na minha leitura de Simplesmente Acontece da Cecilia Ahern. E não!! Não é narrado através de bilhetes, cartas, etc, só e somente comparei os dois livros na parte da passagem do tempo!

Como falei no início, um milhão de possibilidades passou em minha mente quando li: "Richard, nós tivemos um bebê", e mesmo demorando um pouquinho para a história emendar no momento em que Hanna disse isso, eu pude saborear uma leitura envolvente e completamente apaixonante do começo ao fim. Um pouco frustrante, às vezes, mas fazer o quê? Os personagens quanto mais reais melhores são, é o que sempre ouço. De todo modo, até em meio a frustração que a autora causa no leitor, esse ainda se sente incrivelmente levado página após página para saber o desfecho dessa história. 

Eu achei os personagens bem trabalhos. Bem fieis às suas características ao longo do tempo. Bem bonitos também, em um sentido para além da estética. Na verdade, o livro todo é bonito. Essa história sim é uma história de amor que me emocionou, entrou no meu coração. É basicamente a história que eu esperei encontrar em Aconteceu em Paris (e não chegou nem perto!). Me sinto bem sortuda por tê-los conhecidos. Hanna e Richard são o espelho de como ser companheiros apesar dos problemas, de como evitar que as emoções falem mais alto, e sobretudo, de como se entregar ao momento. Estou completamente apaixonada pela amizade e pelo amor deles.



Ele estava sentado perto dela, e não era natural que ela ficasse tão rígida. Como se ainda estivessem juntos, o corpo de Hanna queria se inclinar para a direita, pôr a cabeça no ombro dele e segurar sua mão. A coxa de Richard estava a alguns centímetros da perna dela, e de vez em quando ela olhava a mão apoiada ali, desejando que se movesse para tocá-la. Será que ele sentia aquela atração tanto quanto ela? Hanna queria se bater por pensar aquilo. Ele estava noivo de outra pessoa, então ele não era mais dela.
(pág. 163)


A leitura é bem tranquila e rica. Ha momentos bem fortes e também ha momentos de erotismo (que são para lá de especiais, e fazem nosso coração pulsar forte e comprimir o estômago). A autora escreve muito bem, e a tradutora também não deixou nada a desejar, no meu pouco entendimento, o livro é PERFEITO para quem busca uma história de amor de um livro só! Não vale compará-lo com as trilogias ou série, mas ele é perfeito em sua singularidade, pois mesmo tendo apenas 312 páginas, no meu coração esta história atingiu além das minhas expectativas.

Então eu mais que recomendo o livro da Carrie, e sinceramente quero ler mais obras dela. Sempre Foi Você é maravilhoso e me emocionou demais como a forma com que o amor foi trabalhado. E sobretudo o final, acho que foi um dos melhores que já li. Fiquei completamente satisfeita, e como Richard não me arrependo nem dos momentos ruins.

Com carinho,

Natasha.

O livro que estou lendo: O Pântano das Borboletas - Federico Axat

Caros(as) Leitores e Leitoras,

Hoje vim contar para vocês qual livro estou lendo. E ele é uma das obras escolhidas para o mês de Abril, o título original é: El Pantano de las Mariposas. Isso mesmo! O Pântano das Borboletas é uma obra de um autor Latino. Federico Axat é argentino e nasceu, em 1975 em Buenos Aires. Ele é engenheiro, mas empreendeu pelos caminhos maravilhosos da escrita. O Pântano das Borboletas é seu primeiro livro publicado no Brasil, através da Editora Tordesilhas.


Sinopse: Sam e Billy têm 12 anos e moram na pequena Carnival Falls. Amigos inseparáveis, eles percorrem o bosque de bicicleta e preparam-se para terminar a construção da sonhada casa na árvore. Compartilham tudo, inclusive a paixão por Miranda, a menina rica que acaba de se mudar para a cidade. Juntos, os três vivem as descobertas e as transformações típicas da idade e desvendam o mistério que assombra a vida de Sam: o paradeiro de sua mãe. Com esses ingredientes e doses generosas de lirismo, Federico Axat escreveu uma história admirável sobre a delicada passagem da infância para a adolescência – e desta para a vida adulta.Mas não só. Romance de crescimento e suspense com incursões pelo fantástico, 'O pântano das borboletas' reserva uma desconcertante reviravolta final: um segredo que, revelado, arremessa o leitor em um torvelinho de emoções e confere à trama um sentido totalmente novo.




Eu não sei vocês, mas, eu nunca tinha lido um livro de literatura de um autor latino. Exceto alguns clássicos, é claro. Mas eu comprei esse livro pela capa (como sempre, vocês me conhecem, não leio sinopse dos livros que despertam meu interesse), por que é bem linda e intrigante não é? Então, o livro que eu adquiri é uma Edição Econômica. Para quem não lembra quais são as diferenças, Clique Aqui. Bom, levando em consideração essa edição, tenho que confessar a vocês que ela se tornou um tormento para mim. Queridos(as) simplesmente eu não consigo ler mais que duas ou três páginas sem cair no sono! Sério! A letra da edição é do tamanho de letra de bula de remédio, eu nunca tinha pegado um livro assim. Mas, consultei por alto, e em alguns sites é vendido a Edição Normal, no tamanho 16x23 e com 3 centímetros de profundidade, mas por um preço bem salgadinho... Na minha edição, que foi super em conta, ele tem 293 páginas que no fim das contas parecem ser 586, e é impresso em papel branco, que cansa muito a visão. Ou seja, esse é mais um exemplo daquele clássico: o barato que saiu caro!

Voltando para a história... O pouco que já li despertou o meu interesse. Sim, estou com dificuldades para ler, mas não significa que não esteja gostando, ok? Federico Axat tem uma escrita muito rica, e eu fiquei fascinada pela capacidade de descrição que ele tem. Acho que ele usa todas as palavras do dicionário! 

O livro começa com a descrição do acidente que tirou a vida da mãe de Sam, quando o mesmo tinha apenas um ano de vida. Depois disso, a narrativa pula vários anos para o momento em que Sam está morando com uma família, os Carroll. Eles são uma família cheia de crianças adotadas, mas pelo que compreendi, eles não são tratados como filhos. Há desde criança de colo a jovem de vinte anos. Mas nenhum de fato, pode ser considerado filho dos Carroll, pelo menos até agora.

Nessa casa, Sam só tem um amigo de verdade. Um menino um pouco mais novo que ele, mas que mal fala. Os demais, ou não falam com ele, ou o tratam como um lixo. Dentro de casa cada um tem suas atribuições, e por algum motivo todos imaginam que Sam é beneficiado por ter um quarto só para ele onde um dia foi uma dispensa.

A vida de Sam é meio entediante e entre ler alguns livros na biblioteca particular de uma senhora que mora no caminho da escola dele, as únicas coisas que prometem dá uma sacudida na história é quando Sam se apaixona por uma menina rica que mora em um bairro do outro lado da cidade, no qual ele vai todos os dias e sobe em uma árvore para observar o seu amor, e o momento em que a Sra. Carrol (sua suposta mãe) encontra um livro que Sam estava lendo escondido no porão, mas dentro dele havia um recorte de uma revista de pornografia, que obviamente não foi Sam que colocou lá, e sim, um dos seus "irmãos" na tentativa de colocar a Carroll contra o Sam de modo que ela o mande de volta para o orfanato.

O livro envolve um pouco de suspense com pinceladas de romance. Li relativamente pouco para falar a vocês sobre a história, mas posso dizer que é bem interessante, e não fosse o fato de eu dormir como um anjo depois de ler três páginas (kkkk) eu já teria terminado. Mas fiquei completamente extasiada com o momento em que Sam junta todas as suas gorjetas do trabalho suado na granja dos Carroll e compra um colar para dar secretamente a Miranda (seu amor platônico), enquanto carregava um igual ao dela em seu peito. 

Bom, vou continuar com a leitura com certeza, e nem de longe eu pensei em desistir de Sam. :) E se algo acontecer de extraordinário, venho aqui contar mais para vocês.

Com carinho,

Natasha.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Feliz Dia Mundial do Livro!

Estimados(as) Leitores e Leitoras,

Neste 23 de abril, não poderíamos deixar de lembrar o dia do nosso amigo de cabeceira: o livro! Mas, sobretudo, hoje também deve ser lembrado como o dia em que a UNESCO, desde 1995, salienta a importância do despertar do prazer pela leitura, para as publicações de livros, e a proteção dos direitos autorais reconhecidos pela Declaração Universal dos Direitos dos Homens (algo inegavelmente importante para os escritores), através da organização de eventos por todo o mundo. 

Esse dia é originalmente destinado ao Livro em referência aos inúmeros escritores que nasceram ou faleceram nessa data. Você sabia disso? Entre eles destaco: Miguel de Cervantes e William Shakespeare, nos quais deveríamos sempre lembrar da incrível obra que marcaram o seu tempo, e que inspiraram outros autores em tempos vindouros.



De acordo com o site agostinhoneto.org: A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Que maravilha hein? Que tal fazer crescer mais e mais a nossa árvore dos sonhos? 

Não importa o gênero ou estilo. Técnicos, didáticos, literatura... O livro, desde a sua gênese representou uma revolução para o seu leitor. Revolução cultural, libertadora, encorajadora, entre outros aspectos. Não importa se você tem um livro de Biologia ou de Auto-ajuda. O simples fato deles existirem, de existirem autores dedicados por trás de cada obra já é motivo de orgulho para a humanidade. E nesse Dia Mundial do Livro peço que você dedique um minuto do seu dia e relembre uma obra que marcou a sua vida em algum aspecto. Relembrar não custa absolutamente nada!

Queridos(as), ser escritor no Brasil significa vivenciar uma luta diária. Então, todas as vezes que você pegar em um livro, especialmente de autores nacionais, procure saber a sua história, pois, antes de ser impresso e se transformar em livro, aquelas letras eram sonhos. 

Muito ainda ha por se fazer para que o Brasil se torne referência no âmbito da distribuição e publicação de livros. Esperamos sempre mais do governo, mas como essa é mais uma questão ideológica-estatal, cabe a cada um fazer um esforço para se emancipar e vivenciar através de suas próprias forças a leitura. Grandes editoras só abrem as portas para grandes autores, enquanto vários e vários autores independentes lutam a cada dia para alcançar seu lugar ao Sol. Essas e outras são questões complexas, polêmicas a seu modo e merecedoras de debate, o que não cabe aqui, nesse momento. Dessa forma, dedico-me a acreditar no que dizem por ai: o melhor ainda está por vir! Vamos ter fé! ;)

Feliz Dia Mundial do Livro. Desejo a todos(as) que tenham muitos e muitos em sua estante e no seu coração. E que nunca falte tempo e nem falte força para você se dedicar a uma leitura. E para os autores (inclusive a mim) peço: vamos relembrar as obras que marcaram a humanidade, as que fazem nossos pelos eriçarem, as que nos emocionam e nos encorajam, vamos ter fé nas nossas histórias e lutar por elas com todas as forças!

Com carinho,

Natasha.